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Resultados

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mensura, por meio de entrevistas com produtores agropecuários, a percepção econômica em geral, do Brasil e do estado, além da condição específica do negócio, das indústrias e cooperativas que atuam nos diferentes elos da cadeia. A divulgação é trimestral.

Índice de Confiança do Agronegócio: 127,0 pontos,
alta de 15,3 pontos.

A melhora da percepção sobre a economia brasileira reforçou a confiança

O Índice de Confiança do Agronegócio fechou o 3º trimestre de 2020 em 127,0 pontos, 15,3 pontos acima do levantamento anterior. É o melhor resultado desde o início da série histórica. Alguns aspectos específicos do setor agrícola, como os preços de grãos como a soja e o milho, mas também de açúcar, café e outros produtos contribuíram para a alta – mas o preponderante para o resultado do trimestre foi a recuperação das expectativas para a economia brasileira.

Em setembro, quando foram realizadas as entrevistas para o índice, crescia a percepção de que problemas causados pela Covid-19 no país estavam sendo superados. De fato, os dados do índice mostram uma expressiva melhora nas perspectivas do agronegócio para a economia brasileira, depois de dois trimestres consecutivos de desânimo. De acordo com a metodologia do estudo, índices acima de 100 pontos situam-se na faixa considerada otimista (resultados inferiores a isso denotam pessimismo).

Não se trata de uma exclusividade do agronegócio. Houve uma recuperação do entusiasmo em praticamente todos os setores econômicos na comparação com o 2º trimestre – refletida no forte aumento nos índices de confiança dos demais setores da economia, como o Comércio, a Construção Civil e a Indústria.

A percepção do mercado em geral para o PIB brasileiro em 2020 chegou ao ponto mais baixo em abril e, desde então, vem sucessivamente sendo corrigido para cima, com um resultado menos devastador do que inicialmente era projetado. Aspectos como a reabertura gradual do comércio, o relativo controle de novos contágios do Covid-19, e a sustentação da demanda por produtos essenciais contribuíram para essa melhora do humor dos agentes econômicos.

Entretanto, devemos ponderar que deve continuar havendo grande volatilidade nos fatores que influenciam o cenário econômico, o que poderá influenciar os ânimos nas próximas tomadas.

Índice das Indústrias: 122,9 pontos, alta de 13,8 pontos

A confiança das indústrias que compõem a cadeia do agronegócio manteve a trajetória de crescimento iniciada no trimestre anterior. A alta foi de 13,8 pontos, chegando a 122,9 pontos.

Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 122,0 pontos, alta de 20,4 pontos

O Índice de Confiança das indústrias de insumos agropecuários fechou em 122,0 pontos, uma alta de 20,4 pontos, saindo de uma faixa moderada para um patamar marcadamente otimista. É importante notar que em alguns momentos do trimestre anterior a brusca desvalorização do real chegou a dificultar o andamento da comercialização. A taxa de câmbio continua alta, o que pode ser um problema para os planos dessas empresas em 2021. Do ponto de vista mais imediato, porém, o aumento dos preços dos produtos agrícolas levou as relações de troca por insumos aos melhores patamares para os produtores rurais, estimulando a negociação antecipada de fertilizantes e de parte dos defensivos não só para a safra atual como também para a próxima temporada. A recuperação das vendas de tratores e máquinas agrícolas também se consolidou no 3º trimestre do ano.

Indústria Depois da Porteira: 123,3 pontos, alta de 10,9 pontos

Muitos aspectos que já haviam contribuído para a alta do índice de confiança das indústrias Depois da Porteira no trimestre anterior continuaram a ter influência positiva no levantamento atual. Um exemplo é o das exportações, que continuaram crescendo em vários segmentos. É o caso da indústria de carnes, que vem sendo puxada também pela grande demanda do mercado chinês. No setor sucroalcooleiro, os preços do açúcar mantiveram uma trajetória de recuperação no exterior – e os embarques brasileiros continuaram aumentando. A demanda de etanol no mercado interno também reaqueceu, acompanhando a retomada do consumo de combustíveis após o relaxamento das medidas de isolamento social em vários estados e municípios brasileiros.

Índice de Confiança do Produtor Agropecuário: 132,7 pontos, alta de 17,5 pontos

A confiança desse grupo foi reforçada no 3º trimestre de 2020, fechando em 132,7 pontos, alta de 17,5 pontos. A percepção a respeito das condições do próprio negócio melhorou devido a uma série de aspectos, como o aumento dos preços dos produtos agrícolas, da carne e do leite e da disponibilidade de crédito. Mas o que mais avançou foi a avaliação das condições gerais da economia brasileira.

Produtor Agrícola: 133,4 pontos, alta de 16,5 pontos

O Índice de Confiança do Produtor Agrícola subiu 16,5 pontos, fechando o 3º trimestre de 2020 em 133,4 pontos e superando o recorde anterior, do final do ano passado. O resultado reflete os ânimos dos agricultores em setembro, quando o levantamento foi realizado. Os preços dos principais produtos estavam em plena trajetória de alta, como foi o exemplo da soja e do milho, ou se recuperando, como nos casos do açúcar e do algodão. Não houve problemas relacionados à liberação do crédito rural, cujos desembolsos para as principais culturas de janeiro a setembro cresceram 16% em relação ao mesmo período do ano passado. Vale lembrar que no 1º semestre deste ano chegou a haver alguma preocupação relacionada à liquidez desses recursos. A expectativa para a produtividade da safra atual se manteve em alta, porém, houve algumas mudanças desde então, o que pode pesar negativamente nos resultados do 4º trimestre. O clima irregular impediu o plantio da safra de verão de deslanchar em outubro, comprometendo em parte o calendário da 2ª safra de algodão. A falta de chuva prejudica a florada de café e pôs em alerta as expectativas sobre o desenvolvimento da safra a ser colhida em 2021. Além disso, a confirmação de que a temporada vai se desenvolver sob influência do fenômeno La Niña aumentou o risco de quebra nas lavouras de grãos do Sul do Brasil. Todas essas ocorrências não foram capturadas, uma vez que as pesquisas finalizaram em setembro

Produtor Pecuário: 130,7 pontos, alta de 20,4 pontos

Assim como aconteceu com os produtores agrícolas, também no caso dos pecuaristas melhorou a percepção a respeito dos preços, do crédito rural e da produtividade: tanto o boi gordo quanto o leite mantiveram-se em alta nos últimos meses. O Índice de Confiança desse segmento fechou o trimestre em 130,7 pontos, alta de 20,4 pontos.



A seguir, são apresentados os resultados em cada elo da cadeia produtiva. Os destaques podem ser encontrados através do download.

Agropecuário*
132,7
Agrícola
133,4
Produtor Pecuário
130,7
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
*Agricultura = 75% e Pecuária = 25%

17,5**
16,5**
20,4**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
122,0
Índice da Indústria*
(Antes e Depois da Porteira)
122,9
Depois da Porteira
123,3
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
*Antes da Porteira = 30% e Depois da Porteira = 70%

20,4**
13,8**
10,9**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
122,0
Produtor Agropecuário
132,7
Depois da Porteira
123,3
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
Antes da Porteira = 17%; Dentro da Porteira = 42% e Depois da Porteira = 41%

20,4**
17,5**
10,9**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.