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Resultados

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mensura, por meio de entrevistas com produtores agropecuários, a percepção econômica em geral, do Brasil e do estado, além da condição específica do negócio, das indústrias e cooperativas que atuam nos diferentes elos da cadeia. A divulgação é trimestral, juntamente com o painel de investimentos.

Índice de Confiança do Agronegócio: 111,3 pontos,
queda de 0,6 ponto.

Índice de Confiança do Agronegócio: 111,3 pontos, queda de 0,6 ponto

Os ânimos do agronegócio brasileiro continuam em alta. O Índice de Confiança do setor fechou o 2º trimestre de 2019 em 111,3 pontos, praticamente estável em relação ao levantamento anterior (111,9 pontos). É a primeira vez que os resultados permanecem acima de 110 pontos por três trimestres consecutivos. O índice não fecha abaixo de 100 pontos – na faixa considerada pessimista pela metodologia do estudo – há um ano: a última vez em que isso aconteceu foi no 2º trimestre de 2018.

O período de entusiasmo começou com a melhora das expectativas em relação à economia brasileira e desde então vem se sustentando, mesmo que a recuperação econômica avance mais lentamente do que o desejado. Pesam para isso tanto a percepção de que o agronegócio está entre as prioridades do novo governo quanto fatores mais concretos, como a boa produtividade das principais lavouras na safra que está encerrando.

Índice de Confiança da Indústria (Antes e Depois da Porteira): 112,6 pontos, queda de 1,0 ponto

A confiança das empresas ligadas às cadeias agropecuárias diminuiu 1,0 ponto do 1º para o 2º trimestre, para 112,6 pontos, o que ainda é a terceira melhor marca da série histórica.

É bom lembrar que neste período, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) promoveu as audiências públicas em torno da nova tabela de preços mínimos para os fretes, o que dava alguma esperança às preocupações das empresas com o encarecimento dos custos de transporte e à insegurança jurídica.

Entretanto, é importante ressaltar que este levantamento não captou os novos desdobramentos referentes ao tema, com a suspenção cautelar da resolução da ANTT que trata da aplicação da nova tabela para cálculo do piso mínimo de transporte de cargas, apenas dois dias depois da sua publicação.

Com isso, o País volta a sofrer com a insegurança jurídica trazida pelo tabelamento do frete. As ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) sobre a tabela serão avaliadas em 4 de setembro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 118,4 pontos, alta de 3,2 pontos

As empresas de insumos agropecuários (Antes da Porteira) compõem o único segmento dentre todos os avaliados pelo estudo, no qual o otimismo aumentou do 1º para o 2º trimestre. Seu Índice de Confiança cresceu 3,2 pontos, chegando a 118,4 pontos. Apesar de uma perda de entusiasmo com as condições atuais, as expectativas melhoraram no final do segundo trimestre, quando as vendas de fertilizantes e de defensivos agrícolas, até então atrasadas em relação às safras anteriores, começaram a avançar, reascendendo a expectativa de crescimento no mercado em 2019.

Indústria Depois da Porteira: 110,1 pontos, queda de 2,8 pontos

O Índice de Confiança das empresas que atuam Depois da Porteira chegou a 110,1 pontos, ainda num patamar otimista, apesar da queda de 2,8 pontos em relação ao 1º trimestre do ano. Os obstáculos para uma efetiva recuperação da economia brasileira pesaram para deixar essas empresas um pouco menos otimistas. As projeções de crescimento do PIB em 2019, importantes para a expansão da demanda desse elo da cadeia, cai semana após semana desde o início do ano – essas estimativas passaram de 2,5% em janeiro para 0,8% no fim de julho. Ainda há otimismo para o ano que vem, cujo crescimento é previsto em 2%. Além disso, no momento em que as entrevistas foram realizadas, ainda havia dúvidas sobre o tamanho da economia com a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados – a aprovação em primeiro turno só aconteceu no início de julho.

Índice do Produtor Agropecuário: 109,5 pontos, estável

O humor dos produtores agropecuários se manteve praticamente inabalado. O Índice de Confiança se manteve em 109,5 pontos, o mesmo resultado do trimestre anterior. A avaliação sobre os custos de produção foi um dos aspectos que impediram um aumento no nível de otimismo.

Índice do Produtor Agrícola: 111,6 pontos, alta de 1,0 ponto

O Índice de Confiança dos Agricultores subiu 1,0 ponto, chegando a 111,6 pontos. O otimismo foi puxado em parte pela melhora dos preços das principais commodities agrícolas ao longo do 2º trimestre – uma consequência direta da quebra de safra nos Estados Unidos devido às dificuldades causadas pela chuva no período de plantio, em maio e junho. Outro fator positivo foi o bom desempenho das lavouras brasileiras de milho safrinha, favorecido por condições climáticas próximas das ideais durante todo o período de desenvolvimento.

Poderia haver mais entusiasmo se não fosse a perda de confiança com relação aos custos de produção – atualmente num dos patamares mais pessimistas desde que o índice começou a ser medido. Isso ocorreu especialmente no caso dos fertilizantes, cujos preços não caíram como esperava os produtores em função da queda do dólar. Piorou também a percepção a respeito do crédito rural. Boa parte das entrevistas foi realizada antes do ministério da Agricultura divulgar o Plano Safra, num período em que era esperado um eventual aperto no crédito. No final das contas, o montante de recursos disponíveis se manteve praticamente igual ao da temporada passada, com juros um pouco mais altos.

Índice do Produtor Pecuário: 103,3 pontos, queda de 2,8 pontos

A confiança dos pecuaristas caiu 2,8 pontos, chegando a 103,3 pontos. Embora seja o menor nível dentre todos os segmentos pesquisados, deve-se destacar que pela primeira vez o índice dos produtores pecuários se mantém otimista por três trimestres consecutivos. Uma das razões para isso é uma relativa melhora nos preços, numa tendência de alta desde meados do ano passado. Isso acontece tanto na pecuária de leite quanto na de corte, apesar de um recuo momentâneo nas cotações no início do segundo trimestre após as exportações para a China terem sido suspensas temporariamente devido à identificação de um caso atípico de encefalopatia espongiforme transmissível (BSE) no Mato Grosso.



A seguir, são apresentados os resultados em cada elo da cadeia produtiva. Os destaques podem ser encontrados através do download.

Agropecuário*
109,5
Agrícola
111,6
Produtor Pecuário
103,3
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
*Agricultura = 75% e Pecuária = 25%

Estável**
1,0**
2,8**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
118,4
Índice da Indústria*
(Antes e Depois da Porteira)
112,6
Depois da Porteira
110,1
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
*Antes da Porteira = 30% e Depois da Porteira = 70%

3,2**
1,0**
2,8**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
118,4
Produtor Agropecuário
109,5
Depois da Porteira
110,1
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
Antes da Porteira = 17%; Dentro da Porteira = 42% e Depois da Porteira = 41%

3,2**
Estável**
2,8**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.